Publicado por: Neubert | dezembro 19, 2009

Um fim para o recomeço

E lá estavam cinco dezenas de Ives¹ prostrados para a batalha contra a grande anomalia que se formara na esfera pantanosa de Miranda. Além do perturbador objeto que aos poucos ia minando do chão, diversas outras criaturas sombrias guinchavam e voavam, trazendo alvoroço e medo entre as pobres almas habitantes dali.

A divisão Anjos Negros² havia feito aproximação mais significativa da grande protuberância nascente do lodo e puderam constatar que se tratava de uma espécie de olho gigantesco, entretanto foram dispersados pelo ataque sagaz dos dragões sombrios que rodeavam o local. Tratavam-se de criaturas relativamente grandes, de tamanho superior aos Ives e força física bruta, fazendo jus ao apelido de dragão que recebera pelos que já haviam presenciado sua voracidade.

O esquadrão Anjos Negros era conhecido por operar em zonas de nível bem inferior e tais criaturas não se tratavam de novidade ou estardalhaço para eles, com técnicas especiais eram capazes de neutralizar-los em pouco tempo sem nenhuma perda significável.

Um dos integrantes, após finalizada sua luta com um trevoso, deu-se conta de que estava em posição oportuna quanto ao olho diabólico que nascia no horizonte, porém, devido as horas de batalha, encontrava-se com sua energia total bastante reduzida. Todos seus quatro companheiros estavam dissipados pela legião sombria e não poderiam entrar em formação para a combinação de energias e conseguintemente um disparo mais efetivo.

O cavaleiro celeste não hesitou, sabia que por mais distante que tivesse, por mais escuros que fossem os horizontes, jamais estaria sozinho e desamparado, forças supremas hão de estar conosco em horas decisivas e não se faria diferente com ele, este então sacou seu arco divino e sua flecha, concentrou toda a energia que lhe restara na ponta da flecha, cuidadoso apenas com a breve faísca que seria necessária para a execução satisfatória do tiro.

Foi nesse momento que sentiu uma mão amiga tocar em seu ombro e uma voz ecoar pela sua mente e coração dizendo “Ainda não, Iv”. Suas energias foram restauradas e um frescor lavou-lhe a alma enquanto sua pele começava a brilhar em tom etéreo de azul celeste, bem parecido com as luzes emitidas pela poeira estelar das nebulosas quando trazem a vida uma nova estrela. Tal brilho emanava por cada aresta de sua armadura metálica negra, seus olhos jaziam uma aparência diferente e estavam azuis como o céu cortado por um relâmpago durante um entardecer tempestuoso. Ao mesmo tempo abrira-se uma fenda circular no céu nebuloso da esfera, trazendo a imagem de dez espiritos celestiais em ritual de meditação, levando através de um facho de luz azulada discreta energias até a ponta da flecha, o amigo de trás também encontrava-se em concentração extrema e canalizava fluidos brilhosos da ponta de sua mão esquerda erguida ao céu até sua mão direita, prostrada o ombro do guerreiro. Foi quando repetiu três vezes com voz feminina dizeres que pareciam
algum tipo de invocação de energias supremas.

Seus braços começaram a tremer ante a enorme carga energética que agora estava na ponta da sua flecha, o guerreiro sentia o poder crescente, sólido e muito brilhante, ele todo brilhava, parecia que seus braços iriam ser arrancados para longe do seu corpo.
Aquele lugar presenciava um ponto luminoso no céu tal qual uma estrela azulada e tímida a aparecer, coisa que nunca havia sido vista
anteriormente ali. A voz então lhe disse “Que seja feito então..”. Nesse momento a mistura do urro do guerreiro e do disparo energético
formaram um som tão alto que ecoou por toda a esfera, ao tempo que a mesma era tomada por um grande flash azul da flecha que ia
em direção ao olho maligno que agora ocupava o simples papel de um expectador inerte.

A flecha atravessara o olho como estrela cadente que corta os céus terrestres, logo em seguida acertou o chão com pressão assombrosa. As duas feridas causadas pelo disparo jorravam liquido bizarro amarelo, como muco fétido e o olho começava a murchar pela ausência de tal liquido. O golpe da flecha no chão havia causado grande estrondo, mas no subterrâneo do lugar, algo mais havia sido atingido nas linhas que subtraem-se da vista comum e material. Todo o chão tremeu quando grande som pôde ser ouvido, uma criatura terrivelmente grande e de aparência assombrosa levantava as terras pegajosas em suas costas, estava revelado o dono de tal olho repugnante.

O gigante da escuridão, embora com vigorosa ascensão dos subterrâneos, não mostrava qualquer atitude agressiva para com o autor do disparo, olhando-o e permanecendo imóvel por alguns segundos, ferimento significativo revelara-se em seu peito. Lagrimas dolorosas escorriam dos pequenos porem brilhantes e amarelos olhos do gigante enquanto caia, novamente, ao solo. Seu corpo enorme, negro e denso gerado e nutrido pelo ódio milenar havia sido atingido irreparavelmente no fundo do seu coração onde todos os laços malignos criados durante o tempo de incubação em sentimentos negativos, mostrando que a Justiça Divina chega para todos algum dia, até mesmo para um imperador sombrio como ele. Seu corpo efervescia no lodo pantanoso da região, criando córregos negros e fétidos da matéria que era composto, sobrando apenas pequena pérola brilhante, do tamanho de uma criança que nascia novamente para crescer e trilhar outro caminho. A pérola foi recolhida por um facho de luz que veio da circunferência aberta previamente no céu turvo da esfera de Miranda.

Ao tentar virar-se para o amigo que ainda tinha a mão sobre seu ombro, o Anjo Negro ouviu a mesma voz feminina
Tua ajuda fora de grande aproveito para o Céu hoje. O Pai há de compensa-lo pelo esforço e tua semeadura há de ser boa pela tua fé. Chegará o dia que a Paz Suprema reinará, até lá cumpra sempre o teu papel de Guardião Divino pois muito ainda deve ser feito, o Trabalho não cessa jamais.
Ele então retirou a mão de seu ombro, levando a energia celeste consigo. O brilho retrocedia e a tonalidade branca de sua
pele voltara ao normal, entretanto suas energias haviam atingido o limite e agora ele seguia em queda livre para o chão..

¹ – Ives; Iv: Termo utilizado para definir, em qualquer lugar, uma unidade aérea aliada, exemplo: Foram vistos Ives de vários tipos sobrevoando
a área do ocorrido.

²- Anjos Negros: Esquadrão alado de sentinelas do bem, responsável pela inspeção e vigília das zonas mais obscuras de esferas inferiores, possuem
esse nome pela cor de suas armaduras protetoras metálicas.

Publicado por: Neubert | novembro 4, 2009

Não procure por borboletas..

Muitas vezes passamos um longo tempo de nossas vidas correndo desesperadamente atrás de algo que desejamos, um amor, um emprego, uma amizade.. casa etc

Muitas vezes a vida usa símbolos nos mostrando as coisas que precisamos aprender antes de viver determinadas situações com o amadurecimento necessário.

Se sua vida está passando por isso, pense, não persiga borboletas.. incremente seu jardim para que elas venham até você, a vida tem um fluxo, um fluxo perfeito e tudo acontece no seu devido tempo.

Somos nós, seres humanos que ficamos muito ansiosos com nossos desejos e não sabemos esperar o momento certo, tentamos empurrar o rio sem paciência para esperar que este corra naturalmente..

Passamos então, muito tempo reclamando das borboletas que não vem e das borboletas que fogem.. nosso jardim seca e ficamos infelizes.. reclamando todo esforço que tivemos para empurrar o rio e não foi recompensado..

Se nos dedicarmos a cuidar do nosso jardim para ele ser um lugar agradável, perfumado e bonito.. não tem jeito.. as borboletas vão vir nos visitar catt ;D

De para a vida o que você tem de melhor, que a vida te retribuirá com o que ela tem de melhor pra você!

Edição: Própria
Fonte: Uma folhinha que ganhei no meu Centro Espirita.

Publicado por: Neubert | outubro 6, 2009

Gênesis 1 – Missão Sheecom II

O cenário é em meados dos anos 2095 (calendário cristão), onde
sete aparelhos decolam da Wayship SMAS-M3 em missão de investigação de grande campo magno-gravitacional que surgiu a pouco tempo sobre a crosta de um planeta de um cinturão coberto pela Guarda Especial.

O planeta mencionado possui tamanho pequeno e é na maioria de seu diâmetro, gás atmosférico, portanto não deveria estar exercendo nem um décimo da força atrativa captada pelos sensores de vigilância da SMAS-M3.

O esquadrão Gryphon, composto por máquinas de combate multitarefas AREv-35 é liderado pelo Tenente Adis Damon, com a identificação numérica de G-0 e em sua primeira missão como líder de um esquadrão.

Parâmetros da missão consistem em fotografia, reconhecimento e possível identificação do causador da distorção.

- Esquadrão Gryphon vocês estão livres para decolagem no setor 4.

- Entendido torre, esquadrão Gryphon (se pronuncia grifon) de saida – responde o tenente.

Aberto os portões do setor 4, os sete aparelhos voam em formação V em direção ao planeta, com tempo de chegada previsto em 12 minutos.

Logo ao aproximarem-se da orbita do planeta, começam a ser dragados para dentro da atmosfera, o que é imediatamente relatado:

- Aqui é G-0, tenho inclinação irregular apartir da orbita do planeta, instrumentos detectaram a gravidade do planeta em 13G’s (medida utilizada como referencia, como o mach 1 equivale a 1x a velocidade do som, 1G de é equivalente a gravidade terrestre).

- Entendido G-0, prossiga com os parâmetros, cambio.

- Positivo, descendo..

Com alguns beeps e alertas ressoando em seu HUD (head up display ou visor frontal – semelhante aqueles de aviões de caça), o quinto membro do esquadrão adverte:

- Senhor, se descermos muito, o fator gravitacional vai aumentar e acredito que teremos respostas limitadas.

- eh.. G-1-3 entendido, vamos continuar descendo, cambio.

- Senhor, poderíamos ajustar os aparelhos para fotografar da altitude atual.

- Negativo 1-3, não teríamos nada alem de fumaça e rabiscos nas nossas fotos, vamos descer mais..

- Entendido, 1-3 em formação..

E prosseguiram descendo, até entrarem na atmosfera do planeta, onde já era contado um fator 19G’s de gravidade, uma vez com as turbinas no máximo, a altitude pode ser fixada e fotos puderam ser tiradas com nitidez, porém, daquele local não era possível identificar nenhuma causa aparente, apenas rochedos e canyons cinza-escuro eram captados pelas câmeras de reconhecimento.

- Vamos procurar mais indícios Gryphons – disse o tenente, com voz firme e seguro. Adis era conhecido por sua excelente habilidade com os módulos de combate de classe AREv e grande determinação, era alguém que definitivamente não voltaria para casa sem uma missão cumprida, contava com muitas habilidades e experiência, além de auto confiança firme, uma vez que nunca havia visto nada abater um AREv.

Alguns instantes após a ordem, a segunda integrante do esquadrão reporta:

- Tenente, estou visualizando algo estranho, você deveria dar uma olhada nisso - e através de um sistema de links, envia a gravação feita pelo seu equipamento.

- Isso não é possível, não detectamos atividade desse tipo há anos nesse setor, quero todos direcionando seus equipamentos e me extraindo o máximo de informações que puderem.

Dos sete AREv’s, três estavam equipados com armamento para uma possível defesa, numero pequeno devido a grande quietude do setor coberto pela SMAS-M3, os outros quatro eram compostos pelo servidor (G-0) e outros 3 de reconhecimento, magnético, visual e fotoelétrico.

- Sim senhor, não há duvidas!

- Afirmativo, controle aqui é G-0, temos codigo 3, foi detectada presença massiva de criaturas anti-polares (termo utilizado para definir a natureza de uma vibração, é como definir uma cor, digamos que anti-polar seria o preto e magi-polar seria o branco ou vibração negativa/positiva respectivamente).

- G-0, pode identificar a especie das criaturas, cambio

- Nosso banco de dados não encontrou nada preciso, mas sao algo irracionais, escamadas e negras, possuem pupilas redondas (a forma da pupila é um grande meio de se identificar a natureza de uma criatura) e iris amarelada, quatro patas e cauda alongada. Há tambem a presença de algum tipo de kako-aim (kako aim é um termo utilizado para definição de lider, um lider de bando, algo ou alguem que lidera um grupo irracional, como um pastor e suas ovelhas), em proporção de um para cada duzentos mil.

- Duzentos mil, entendido, pode precisar a quantidade de criaturas?

- Afirmativo, o scanner termográfico mostra que estão agrupados uns sobre os outros em uma camada de aproximadamente dois mil metros, totalizando cinco milhões ou mais criaturas.

- Entendido G-0, você tem ordens de retornar imediatamente, pegue seu time e retorne, repetindo, retirada imediata.

O tenente olhou pela bolha transparente da cabeça de seu AREv e percebeu que o equipamento não havia exagerado, o numero de criaturas era assustador, estavam quase alcançando a parte gasosa da atmosfera do pequeno planeta.

- ok Gryphon, vamos voltar, ascendente a esquerda - e iniciou a manobra, sem observar que seu HUD indicava em um nivel critico de gravidade, forçando as RPM’s de suas turbinas já sobreaquecidas, causando uma pequena pane no motor esquerdo, o que diante de tanto peso, o fez parar no ar, como alguém que é jogado para cima e sobe ate ficar estático, para iniciar a queda de volta.

O esquadrão percebeu o risco vermelho causado pelo esguicho incandescente de combustível da turbina esquerda do modulo do tenente e a estática de movimento dele a dezenove mil metros de altitude.

- Stoll stoll! – gritou o tenente, virando a frente do seu modulo para o chão.

A essa altura, todos os módulos tinham seus motores forçados e aquecidos, devido ao grande tempo em operação ao máximo de potencia, potencia necessária para mante-los no ar diante de tanta gravidade.

Todos observaram atônitos o mergulho do tenente, mergulho distorcido, que fazia uma curva, como se o tenente estivesse sendo puxado para o meio da nuvem de criaturas logo abaixo deles. Em sincronia, executaram descida leve, para ganhar velocidade e travaram o modulo G-0 em rota de campo circular (campo elétrico formado por AREv’s, possui a característica magnética, utilizado como defesa, para ampliar o poder de reflexão dos escudos refletores ou controle remoto de outro aparelho ou ainda, suporte e troca de dados), podendo assim distribuir a velocidade e peso da queda do tenente para todas as turbinas cansadas dos outros seis aparelhos.

Uma vez estabilizados, poderiam iniciar uma força conjunta graças ao campo elétrico formado e subir de volta, porem, lentamente. Foi neste momento, que a segunda integrante, Ely percebeu o risco em que todos se encontravam:

A nuvem de criaturas negras fazia ascensão quase imperceptível, porem perigosa, para a posição deles e um determinado grupo de criaturas já estava apar da falha do tenente e subiam umas sobre as outras para alcança-los.

Em pulos vigorosos, as criaturas cada vez chegavam mais perto, e o time de sete AREv’s encontrava-se em situação extremamente delicada.

A turbina do tenente parecia não estar em um bom dia, mais uma vez ela oscilou em duas breves piscadelas, suficientes para faze-lo cair cerca de 15 metros abaixo do grupo. Um saltitante havia percebido, logo, diversos deles estavam pulando, como jacarés para abocanhar uma isca pendurada. Todos estavam com 100% de potencia acionada e tudo que podiam fazer era esperar e torcer para serem mais rápidos que a gulosa e terrível legião que os assistia de baixo.

Desta vez era pra valer, a turbina do tenente oscilou novamente, uma pá externa nao havia aguentado o calor excessivo e soltara-se fazendo com que o tenente caisse mais, em atitude de reflexo, um dos escoltadores vira em 190° para baixo, aciona sua metralhadora de explosão de tubos rotativos Phalanax e seu canhão multifuncional CF-7000 e cai em direção ao tenente com fogo total.

Ouve-se um som arrebatador de quatro segundos das duas armas do escoltador, que faz a multidão que estava próxima ao tenente cair como pedra, nocauteada.

A turbina do tenente libera um fluxo de combustível devido ao vácuo causado pela ausência da pá, o que o impulsiona para cima de forma milagrosa.

Porem, o escoltador ainda tinha seu AREv direcionado em 190° do céu do planeta e caia como um meteoro.

- Gryphon 1-3 arremeter, arremeter! – gritou Ely

- Não consigo! esta muito pesado! não consigo!! - em pequena demonstração de habilidade, o escoltador consegue fazer seu AREv pairar por breves segundos, o que o distancia horizontalmente do grupo, em direção ao sul.

- Temos que voltar! - diz Ely exaltada, virando-se para Adis – ele não vai arremeter sozinho!

- Negativo, devemos evacuar imediatamente, se tentarmos salva-lo, perderemos todo o grupo, estamos com uma distancia segura da massa negra..

- Mas ele esta caindo porque tentou salvar você!! – replicou Ely indignada e com os olhos já umedecidos pela grande tensão dos últimos momentos.

- Vamos, devemos retornar, Gryphons vamos subir.

- Não vamos não - Ely ameaça virar em 190° como o escoltador, porem é detida pelo reflexo e habilidade de Adis – Libere-me, libere-me - replica, ao ver que seu sistema esta sendo controlado por Adis remotamente.

- Estou caindo, não posso.. não posso parar! – urra o piloto ofegante – Meu Deus!! – nesse momento, ele penetra a uma velocidade altíssima na legião, o que impede e destroça qualquer obstaculo na sua frente.

O EDS (eletrostatic defensive shield – escudo elestrostatico de defesa) resiste bem aos primeiros segundos, mas devido as centenas de impactos recebidos, se rompe e logo a fuselagem é exposta as caudas e garras aleatórias das criaturas, que agora de perto, parecem muito mais repugnantes e assustadoras. Entre sons de estalos de corpos sendo estilhaçados e alertas de emergência do cockpit, o piloto percebe que sua única chance é a superfície, talvez de lá seja possível fugir, esconder-se e recarregar-se para um retorno dramático a sua base. Quando a ideia brilha em sua mente, um alerta mais intenso dispara: Warning, warning – communications systems, damaged!. Era sua caixa de comunicação, ao seu ombro esquerdo que havia sido arrancada de alguma forma. Logo, ele tinha apenas um pequeno sinal de radio enviando as condições de seu modulo para a SMAS-M3.

O castigo na fuselagem continuava, barulhos e rachaduras começavam a ficar mais intensos, ele decide então iniciar a proteção vetorial, uma forma de defesa extremamente eficaz que consiste em fluxo de vácuo ao redor do modulo que corta e destrói qualquer coisa em um raio de 7 metros, entretanto, gasta uma quantidade vital de energia.

Diversos sistemas já estão comprometidos, escudos, motores, defesa e navegação, Gryphon 1-3 agora é apenas um corpo de metal caindo sobre insetos malignos e pegajosos de origem desconhecida.

Todos do grupo observam seus sistemas falhando e apagando consecutivamente e um silencio mortal toma a frequência de radio. A queda toma velocidade menor e as criaturas ja conseguem segurar de certa forma o AREv 1-3, ate que subitamente uma cauda aparece na frente da bolha transparente de 1-3 estilhaçando-a, fazendo cacos de cristal lens (uma liga composta utilizada nas bolhas de diversos aparelhos, entre eles o AREv) e cristal liquido do HUD voarem sobre o rosto do piloto o deixando inconsciente. A maquina acerta o chão, com um grande estrondo.

Ouve-se uma especie de rugido que se espalha de forma síncrona entre os 5 milhões de monstros, dando a impressão de que estão comemorando algo.

O piloto sente o impacto no chão e também os golpes impiedosos de caudas e garras perfurando a fuselagem de seu AREv e de seu corpo..

Sua vida passa em uma reação hiper rápida por sua mente enquanto sente a voracidade e potencia de uma cauda pontuda perfurando seu tórax e abdome e coxas.. e lagrimas correm por seus olhos feridos..

- Este é o fim.. -pensa- tantas coisas passei.. tanto fiz.. nunca vivi em mentiras.. me dediquei e ate a razão de eu estar aqui no chão.. foi em sacrifício por alguém.. não.. não pode ser assim..

Nesse momento, o piloto vê uma luz ao mesmo tempo que sente uma leve câimbra em torno da sua nuca que se estende por dentro de seu cranio.. a dor cessa e ele entra em estado inconsciente.

Já em altitude segura, o esquadrão de 6 AREv’s sentem um clarão.. seguido de um oco e sufocado barulho de explosão. Os reatores subnucleares de 1-3 haviam se auto-detonado (quando a função vital de um piloto cessa, eles são auto-detonados para que seja mantido o sigilo da tecnologia implementada no aparelho).

É comunicada a perda do módulo AREv-35 G13 para o controle da missão. Missão esta trágica para a frota e também para Adis, que agora havia visto um AREv-35 ser abatido.

Continua..

Glossário:
*Wayship SMAS-M3: nave de vigilia, sozinha é capaz de monitorar todo um setor de pequeno porte, realizar diversas missões do tipo reconhecimento, assalto, resgate, pesquisa e defesa improvisada.
**Guarda Especial Unida: grupo de monitoramento espacial terrestre, opera em todo o sistema solar.
***O sistema HUD dos AREv-35 é composto de um conector extra-sensorial que capta sinais cerebrais de reflexo e comandos motores, auxiliando assim no posicionamento do equipamento e manobragem do aparelho

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