Quando vemos alguém fazendo a coisa certa, no clássico cenário da ajuda da velhinha, dando um bom exemplo de conduta correta enquanto todos fazem bagunça, sendo o preferido de um disciplinador e citado como exemplo, sempre fazemos menos desta pessoa, desmerecemo-la com diversos qualitativos inadequados.
Pensamos que trata-se de uma pessoa boba, lerda, alheia da vida e dos seus pormenores, que a “malandragem”, por confessar-se profunda entendida do assunto, acredita realmente ser.
Censura-mo-la, e até de bom grado mesmo, aconselha-mo-la a mudar sua conduta, “não se pode ser bobinho na vida! ”, diríamos a ela.
É certo que na sagacidade que a vida se constrói, não podemos ser bobos, mas é de se confessar que o mundo precisa de mais pessoas firmes em seus bons ideais.
Os corações que buscam fazer o correto, criar o bem, estimular sua criatividade inusitada para coisas novas e boas, não podem ser taxados de ingênuos. Não.
Ingenuidade neste mundo não é a vontade de fazer o bem, mas a passividade diante dos impulsos para realizar o mal.
Um bom observador nota que o aluno rebelde e cheio de si, convencido que sua maneira ignorante e aversa às normas de boa conduta, sempre repete de ano, fica para trás em relação ao grupo e mais tarde, sofre as consequências das suas atitudes antônimas e revolucionárias, no mercado de trabalho. Quanto mais se revolta contra as normas escolares, mais sofre e maiores impecílios cria ao seu desenvolvimento.
Tal como a escola, a Vida possui o mesmo estatuto de normas que sempre existiu. Não é a vida que se modificará, somos nós que precisamos nos moldar a suas sugestões e recomendações que ela nos faz.
E o que temos de exemplo que a vida nos dá está ao redor, em tudo que é natural, a Natureza não mente nem omite, Ela, sempre viva, está sempre pronta a irradiar-nos os mais belos exemplos e modelos a seguir, tanto na conduta quanto em qualquer outro aspecto da Vida, se nos momentos de dúvida tornamos para A Criação, encontraremos sempre a inspiração necessária.
Cedo ou tarde se reconhecerá: sorte dos que são obedientes e resignados que perceberão antes, sorte dos que se apagam para que a vida se-lhes irradie, pois viverão cheios desta luz.
Seria ingenuidade, seguir este exemplo, buscar um modo limpo e menos auto-personalístico de seguir a vida, de estar de acordo com o grande estatuto escrito ante nossos olhos perecíveis?
Pode-se notar ingenuidade, perante uma majestade exuberante da vida, da natureza, crer-se capaz de com seus próprios recursos, ser capaz de “inventar” uma nova maneira de se viver a vida.
É a partir desses pensamentos que se dissemina drogas e doenças, como se fossem tesouros e bençãos, no inovismo do mundo atual.
Esforçar-se para atingir o que é certo, a busca para entender e executar o correto, em outras palavras, ser submisso a estas grandes regras, não pode ser digno dos ingênuos, não, pois é preciso muita experiência de vida(mesmo que em outras vidas), muita degustação das amarguras para que se atinja o verdadeiro senso do que é correto e desejar faze-lo, para achar sintonia com aquilo que está em você e é da natureza e buscar desenvolver-lo.
Ingênuo é aquele que pensa, com um Universo disposto da forma que está a seus olhos, que o sucesso pode ser atingido com a presença da negligência, sem fidelidade ao esforço, que a esperteza conhece mais terrenos que a experiência, que a viciação e o desequilíbrio são melhores administradores que a harmonia, que a felicidade é objetivo que se atinge pela rota do mal e o bem é digno dos tolos.
No mundo que vivemos, temos homens que punem a si mesmos com seus vícios, cujas vitimas primeiras são os próprios, e cujos inconvenientes acabam por compreender.
Os homens aprenderão a buscar soluções no bem quando estiverem cansados de sofrerem pelo mal.



1 comentário
Feed de comentários deste artigo
22 mai 2011 às 23:35
Michelle
Viu?Li seu texto todo!
Mas espera ai,esse texto é sobre mim!!!!haha,zoa.Mto bom seu texto.