Olho o telefone
Ele não toca…
Olho o futuro
Este sorrindo para mim…
Vejo o presente
E tenho de avançar
Para não cair com o chão que desaba
Olho pra você
E brilha um sol dentro de mim
Cada segundo que passa
Sinto-me certo, sinto-me errado
Já me cansei disto
Decidi não mais achar errado
Nossa trilha agora mostra-se com apenas um traço de pegadas
Você parece estar desistindo…
Mas eu não
Não posso…
Não há retorno para o caminho que escolhi
E agora que a noite está prestes a clarear
Dar lugar ao alvorecer
Não vou me atirar ao canteiro dos Espinhos
Não entregarei a razão às mãos dos que duvidaram de nós, não…
Pois cercam-nos uma multidão de testemunhas e elas nos acompanharam
Apedrejando, inquietas, mas também incertas, inseguras…
Seguindo-nos, a pretexto de causar a queda
Mas desejosos de conhecer até onde o homem consegue ir
Filhos da noite, do dia apenas conhecem rumores..
E eu irei
Ao encontro da Estrela do Amanhecer
Para que não só você mas também eles
Passem a crer
Que da noite é possível renascer


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