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Mas se eu te der o que você não semeou, não haverá justiça nisto
Não posso retribuir o que não recebi, estaria sendo falso
Algemar-me à dor, não é típico de um sentimento que liberta
Se apenas um de nós receber bons tratos, não há equilíbrio
Lamento, mas jamais lutarei por algo assim.
Sei que o fim não existe
Sei que por amor devem haver grandes esforços
Mas o amor não se oculta, não vive em entrelinhas
Não se mistura com medos, nem com estes negocia, a eles não se submete
Ele brilha forte e irradia
Cura chagas, não as complica
Pelo amor sei que vou viver
Mas por amor não posso me matar
Pois quando um dos dois se vai
O que há, já não pode mais ser chamado de amor
Isto não é um adeus
Mas soa como o som de uma porta se fechando
Atrás, para quem sai
Na frente, para quem desejar ficar
O tempo é sim, como o vento, trazendo respostas e soluções
Mas se este molda e transforma os montes
A incessante atividade e trabalho é o que os movimenta
Não, eu não vou morrer ao léu do vento frio
Aguardando que uma de suas folhas traga-me notícias a teu respeito
Continuarei buscando e lutando
No caminho que escolhi para mim e do qual você fez parte
Quem sabe assim eu consiga vislumbrar novas planícies
Donde eu possa amar
Sem nenhuma culpa ter que carregar
De a um ser, os meus mais nobres sentimentos dedicar

